A Sociedade |
Em 1992 foi criada a sociedade, no âmbito de uma primeira associação de cariz internacional de um escritório português com três outros - a londrina Simmons & Simmons a espanhola J Garrigues e a brasileira Pinheiro Neto.
Sob a forma de um Agrupamento de Interesse Económico e Europeu a sociedade, então denominada Grupo Legal Português, e todos os seus membros pertenciam a um network mais alargado denominado Clube de Abogados com presença em todos os principais países europeus e da América Latina.
Na altura com cerca de menos de uma dezena de profissionais, entre sócios e advogados, o escritório duplicou em 1993 a sua dimensão, e cresceu até 1996 cerca de 50% ao ano.
Fundado sobre a égide dos seguintes princípios, qualidade, institucionalização, internacionalização, especialização e realização pessoal e profissional, foi das primeiras firmas a apresentar um logótipo, um plano de carreira, a distribuir newsletters e a apostar no tipo de vivência societária, na altura completamente distinto, no âmbito da advocacia portuguesa.
Em 1996 J Garrigues decide fundir-se, em Espanha, com a auditora Arthur Andersen e face a tal alteração de circunstâncias o Grupo Legal Português e os demais sócios, acabaram por comprar a quota da firma espanhola.
Refira-se que em 1994 a sociedade já fora forçada a mudar de um pequeno escritório na Rua Fialho de Almeida, para dois andares num edifício moderno na Rua Castilho. 5 anos após, em 1999, ocuparia 7 andares desse mesmo edifício, com mais de uma centena de colaboradores.
Por força do seu alinhamento externo no âmbito do Club de Abogados, a parceria no Brasil foi substituída, pela firma Veirano Advogados com presença em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre e Ribeirão Preto.
Em 1998 o Grupo Legal Português abriu o escritório da Madeira e em 1999 no Porto.
Em 2000 a sociedade conta-se já claramente entre as que participam no "magic circle" português, consoante todos os directórios internacionais. Com efeito, entre 1995 e 1997 realiza vários projectos para a União Europeia no âmbito do programa TACIS e, em particular na Ucrânia e Bielorrussia (vg. o Código de Investimento Estrangeiro e a Lei de Bases do Sistema Financeiro e do Banco Central).
De 1995 a 2000 coordena as 5 fases de privatização da PT (a primeira constituindo a primeira colocação internacional de acções de empresa portuguesa).
Nesse mesmo período a firma surge como pioneira no desenvolvimento de produtos no sector financeiro (estruturados, securitizações etc.) e participa em inúmeras outras operações de privatização, de project e corporate finance em Portugal, Angola, Moçambique e Macau.
Em 1997 lança uma política de responsabilidade social e trabalho pro bono.
No sector financeiro ocupa posição de liderança, que rapidamente é alcançada também no sector das telecomunicações, particularmente com o lançamento da ONI, JAZZTEL, COLT e RADIOMÓVEL, entre outros.
Em 2001, a sociedade em Portugal passa a denominar-se Simmons & Simmons Rebelo de Sousa, mantendo a forma de Agrupamento de Interesse Económico Europeu. São sócios, além de Pedro Rebelo de Sousa, Octávio Castelo Paulo, William Smithson e João Caniço Gomes.
Nos inícios de 2003 junta-se à sociedade Maria José Santana que passa a dinamizar o Departamento de Direito Imobiliário e Direito Marítimo. No final de 2003 junta-se igualmente à SSRS José Luís Moreira da Silva, docente da Universidade Clássica de Lisboa e advogado que vem criar o Departamento de Direito Público. Dois anos mais tarde estes profissionais passam a sócios conjuntamente com o responsável pela prática de Direito Laboral, César Sá Esteves, que iniciara a sua carreira no escritório como estagiário em 1993.
A associação com a Simmons & Simmons estreita-se, tendo Pedro Rebelo de Sousa tornado-se membro do Board daquela sociedade por 2 mandatos, e Octávio Castelo Paulo o responsável pelo sector de telecomunicações e tecnologia, convertendo-se os sócios portugueses também sócios da firma londrina.
A sociedade aposta seriamente em novos departamentos e sectores, nomeadamente o do Direito Europeu e Concorrência, Energia e Infraestruturas e o de Life Sciences.
Mais de centena e meia de secondments em inúmeras praças europeias, mais de duas centenas de pós-graduações, mestrados e doutoramentos e vários livros publicados representam o forte investimento no sentido de ter profissionais com formação desenvolvida e actualizada a par de uma experiência realmente internacional.
Desde 2005 torna-se a primeira sociedade a ter as suas contas auditadas por uma auditora internacional (PwC).
Em 2005 a sociedade transfere a sede da Rua Castilho para o edifício ícone dos anos 70, símbolo de uma época e que era a sede das Selecções do Readers' Digest o qual passa a ocupar na sua totalidade.
Em 2007 a sociedade perde inesperadamente por morte o seu sócio João Caniço Gomes, homenageado com a biblioteca que ostenta com o seu nome.
Em 2007 ascendem a sócios Alexandra Maia Loureiro no Departamento Financeiro, Gonçalo Gentil Anastácio no de Direito Europeu e da Concorrência e Nuno Prata no de Corporate e a advogados coordenadores Alexandre Roque, Ana Matias Lopes, Gonçalo Maia Camelo, Gustavo Ordonhas Oliveira, Luis Neto Galvão, Maria Paula Milheirão, Mariana Caldeira Sarávia e Paulo Bandeira. Todos eles se juntam à equipa à qual já pertenciam os responsáveis pelos Departamentos de Direito Fiscal, Paula Rosado Pereira e de Direito do Ambiente, Mário Melo Rocha.
O Porto, liderado por Andreia Lima Carneiro é, a partir de 2004/2005 reconhecido como escritório de referência nos directórios internacionais e conta com mais de uma dezena de profissionais e na Madeira a actividade, no início muito centrada no Centro Internacional de Negócios torna-se, cada vez mais, também dirigida para o mercado local, seja no sector privado seja no público.
Desde o início que a sociedade contou com a colaboração de reputados juristas na qualidade de Of Counsels -, constando na sua lista nomes como os professores Pessoa Jorge, Manuel Silva Porto, Manuel Pires e Júlio Bastos Gomes.
Em 2009 a Simmons & Simmons e a Rebelo de Sousa Associados resolveram retornar ao estatuto de associação, permitindo uma maior liberdade estratégica entre si. Em 2009 é ainda celebrado um acordo com a sociedade de advogados angolana, LCF com presença em Luanda e no Soyo. Em 2010, com a sociedade moçambicana SAL & Caldeira com presença em Maputo e Beira, e com a cabo-verdiana Amado & Medina.
A aposta no desenvolvimento de uma presença cabal no universo da lusofonia nada mais é do que dar maior amplitude ao que de há longa data se vinha desenvolvendo com o Brasil.
Estando hoje claramente e duradouramente classificada pelos seus Clientes e pelos Directórios Internacionais entre as principais sociedades de advogados portuguesas em todas as áreas de prática.