«“O conflito veio agravar, ainda mais, o ambiente de incerteza e instabilidade geopolítica que, já se sentia, que por sua vez tem impacto e condiciona a atividade de M&A ao nível global”, diz Gustavo Ordonhas Oliveira, sócio da SRS Legal. O advogado nota que “além do efeito imediato de aumento dos custos da energia”, “antecipa-se um risco de eventual subida das taxas de juro, que implicará custos de financiamento mais elevados para as operações de M&A, bem como um aumento da volatilidade dos mercados financeiros, que poderá dificultar a valorização dos ativos e o ‘pricing’ das operações”.
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Neste contexto, concorda Ordonhas Oliveira, da SRS, “constatamos uma maior prudência e seletividade na avaliação das oportunidades de investimento, designadamente com processos de ‘due diligence’ mais longos, maior escrutínio de ‘cash flows’ e maior foco na proteção de ‘downside’”.
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“A lei atribui poderes vastos ao Governo, que incluem a possibilidade de restrição de utilização de veículos e de racionamento de combustível, bem como a regulação administrativa dos operadores de mercado para partilha de reservas algo de que já nem temos memória de acontecer desde os primeiros tempos da Democracia”, realça [José Luís] Moreira da Silva [sócio da SRS Legal].»