«[...] No evento houve espaço para o debate através da mesa-redonda O Futuro do Trabalho, que contou com a participação de Ana Luísa Beirão, partner da SRS [Legal], Filipa Jardim da Silva, Happy Boss 2023, CEO e diretora clínica da Academia Transformar, e Rita Baptista, chief human resources officer da CIMPOR Portugal & Cabo Verde. A moderação esteve a cargo de Nilza Rodrigues, diretora editorial da Forbes Portugal, que lançou o debate citando Steve Jobs: “Somos felizes a trabalhar se gostarmos do que fazemos.” Numa altura em que a saúde mental começa a ganhar espaço na gestão das pessoas nas organizações, o burnout foi um dos protagonistas a estar no centro das ideias debatidas. As três responsáveis concordaram que muitas lideranças continuam sem preparação para lidar com o desgaste emocional e psicológico das equipas.
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A partner da sociedade de advogados SRS, Ana Luísa Beirão, trouxe a evolução do enquadramento jurídico laboral perante as novas exigências do mercado de trabalho. Ana Luísa Beirão realçou: “o direito laboral vai procurando acompanhar as diferentes tendências no mundo do trabalho.” Entre vários exemplos destacou a diretiva europeia da transparência salarial, que referiu que Portugal “vai incumprir na transposição”. Ana Luísa Beirão alertou para o atraso português na área da saúde mental: “Em Portugal, estamos muito aquém no que tange à temática da saúde mental.” Outro dos temas levantados foi o direito à desconexão, abrindo espaço aos colaboradores para separarem o tempo do trabalho e o tempo do lazer. Mas, apesar de previsto na lei portuguesa, a partner da SRS disse que a aplicação é insuficiente: “Está plasmado no direito português, mas não é aplicado em Portugal, pOr diferentes razões, entre as quais, falta de inspeção da Autoridade para as Condições do Trabalho, algo que em Espanha não acontece.”
No final da mesa-redonda, as protagonistas responderam ao desafio de identificar o elemento mais importante no seu trabalho. Para Rita Baptista: “Fazer o que gosto é o mais importante.” Filipa Jardim da Silva disse: “Conexão e contributo são do que gosto mais.” E Ana Luísa Beirão assumiu: “As pessoas com quem trabalho são o que mais valorizo.”»